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A Homenagem


Opa! Olha eu aqui de novo. Dessa vez, vou falar de algo muito especial para nós, que fazemos o VII FESTUERN, e para todos que apreciam a cultura.
A cada ano a comissão organizadora do festival escolhe uma pessoa que dará seu nome ao troféu do FESTUERN. Essa é nossa forma de homenagearmos pessoas que desempenham ou desempenharam papéis relevantes no nosso cenário cultural.
Várias pessoas já tiveram essa honra, entre elas, o professor Aécio Cândido (2005), o professor Maurício de Oliveira (In memorian 2006), o Maestro Batista (2007) e o poeta Antônio Francisco (2008). Neste ano, temos a honra de homenagear Dona Clinária.Para quem não conhece, Dona Clinária Joana Sofia é uma senhora simpática que já tem 93 anos. E não se importem com o “já, pois ela tem orgulho do tanto que viveu.
Dona Clinária nasceu como a própria diz, “de lado de Natal”, no sítio Bananeiras, e, “moça feita”, veio para Mossoró e daqui não saiu mais.
Dona Clinária é uma legítima representante da cultura popular nordestina, em que, desde muito criança, aprendeu com o pai que, por sua vez, aprendeu também com o pai, a dançar o Bumba-Meu-Boi, Boi Bumbá, Boi Calemba ou Boi de Reis como é chamado por vários estados brasileiros. Este folguedo teve origem no ciclo econômico do gado, sendo produto de tríplice miscigenação, com influência indígena, do negro escravo e do português. São personagens do Bumba-Meu-Boi: Capataz, Pai Francisco, Caterina ou Catirina (companheira de Pai Francisco), Caboclo, vaqueiros (2), Pai João, Mãe Maria (companheira de Pai João), Rapazes (2) (pajens do Capataz).
É isso aí! Excepcionalmente, onde a dança era realizada somente por homens, desde então, Dona Clinária deu seqüência à tradição familiar trazendo o pioneirismo desse ritmo folclórico para o bairro Papôco (Alto de São Manoel) na cidade de Mossoró. Por isso, podemos dizer que Dona Clinária é uma manifestação cultural viva.
